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Lani Dagá Aromas
Diário

O ritual da primeira queima

O ritual da primeira queima

Existe um momento especial quando uma vela nova chega em casa: o lacre, o cheiro ainda frio da cera, a expectativa. A primeira queima é o que transforma esse objeto em ritual — e também o que decide se ela vai durar até o fim.

A cera tem memória

Na primeira vez que você acende, a cera derrete até um certo ponto e “aprende” esse limite. Se a piscina de cera não chegar às bordas, nas próximas queimas ela vai derreter só naquele círculo, afundando no meio. É o famoso túnel.

Reserve de 2 a 3 horas

Escolha um momento sem pressa: um fim de tarde de domingo, uma noite de leitura, um jantar demorado. Acenda a vela com um fósforo longo e deixe queimar até a cera derretida encostar nas bordas do recipiente.

Observe a chama

Uma chama estável, de uns 2 cm, é sinal de que está tudo certo. Se ela estiver alta ou soltando fumaça, apague, espere esfriar e apare o pavio em 5 mm antes de acender de novo.

Apague com carinho

Na hora de apagar, use um apagador em vez de soprar: nada de fumaça, nada de cera respingada, e o perfume continua pairando no ambiente por mais um tempo.

Pronto: a partir daí, cada nova queima começa do jeito certo. E, cá entre nós, esse cuidado todo já é parte do prazer de ter uma vela em casa.

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